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segunda-feira, 26 de março de 2012

SEM MEDIDA







O quanto isto dista
daquilo lá?
A distância da ânsia
do esperar.

O longe é perto quando é certo
o destino.
Mas perto demora na hora
do desatino.

Não é a escala que fala
a dimensão,
nem o metro dá ao certo
a medida.

É o que se sente de repente
na paixão,
e que se mede na lágrima
vertida...

(Cesar Veneziani, in “Neblina”, seu novo livro. Lançamento nessa sexta-feira, dia 30 de março, no Miquelina Bar, às 19h. Rua Francisca Miquelina, 306, Bela Vista, SP. Para adquirir seu novo livro acesse: http://www.editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=90&Itemid=54)


segunda-feira, 19 de março de 2012

COITO VERBAL





a língua lambe o verbo
arrepia o som
e o símbolo assume o signo
que se grafa no papel

quem ouve ou escreve
quem fala ou lê
logo sente o frêmito
da mensagem em penetração
do gozo do entendimento


(Cesar Veneziani, in “Neblina”. Lançamento de seu novo livro será no dia 30/03, no Miquelina Bar, Rua Francismo Miquelina, 306, Bela Vista - SP. Mais informações sobre como adquirir seu livro no site: http://www.editorapatua.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=90&Itemid=54)



domingo, 15 de janeiro de 2012

Às vezes feliz


Hoje me peguei feliz,
me perdoem mas é verdade.
Às vezes isso acontece...
O colorido de uma flor,
as nuvens com o céu, com o Sol,
o sorriso de uma criança,
um objetivo alcançado,
um beijo/carinho de alguém especial...
Às vezes algum destes eventos
desencadeia  um estado de alegria,
de satisfação,
de bem-estar,
que entorpece e transforma,
faz crer em coisas não críveis,
faz nascer um sentimento de euforia,
bolsões de esperança
que preenchem os interstícios que separam
a mediocridade dos dias...

(Cesar Veneziani, in “Asas”, pg. 41.)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ausência


Nem sempre temos nós sobre o destino
poder pra decidir o rumo à frente.
Às vezes somos elo pequenino
que vai e vem seguindo a corrente.

Os sonhos que trazemos de menino
se perdem, tomam rumo diferente.
Daí se estabelece o desatino:
nem sempre o que se faz é o que se sente!

Então fica um vazio dentro do peito
e a sensação que surge é o nada em torno.
Difícil reverter. Ah, não tem jeito!

E o pouco que nos cabe é quase zero:
da ausência irreversível me conforto,
da ausência reversível desespero...

(Cesar Veneziani)