sábado, 15 de outubro de 2011

Sobre o Ensino

“Homem nenhum lhes pode revelar nada, senão aquilo que já queda meio adormecido no alvorecer de seu conhecimento.
   O professor que caminha à sombra do templo, entre seus discípulos, não partilha sua própria sabedoria, mas antes sua fé e amor.
   Se for sábio de fato, ele não lhes ordenará que entrem na morada de sua sabedoria, mas antes os conduzirá à soleira da própria mente de vocês."
 
(Kahlil Gibran)
 

"Pois a visão de um homem não empresta suas asas a outro homem.”


(Kahlil Gibran, in “O Profeta”, pg.: 67 e 68.)
 
 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Vaso Chinês


Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,
Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármor luzidio,
Entre um leque e o começo de um bordado.

Fino artista chinês, enamorado,
Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado,
Na tinta ardente, de um calor sombrio.

Mas, talvez por contraste à desventura,
Quem o sabe?... de um velho mandarim
Também lá estava a singular figura.

Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a,
Sentia um não sei quê com aquele chim
De olhos cortados á feição de amêndoa.

(Alberto de Oliveira)


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

PEITOS

    
   A SEGUNDA versão do filme King Kong, com Jessica Lange, formava filas e filas no Cine Cacique, em 1976. Quintana relutava em ver, pois gostava muito da versão original com Fay Wray, um clássico dos anos 30, e temia decepcionar-se. O crítico Ivo Stigger, a quem chamava de “Alemãozinho do Cinema”, tanto insistiu que ele foi ver.
   Voltou com os olhos brilhando:
   - Fiquei tão erotizado!
   - Já sei, poeta, te apaixonaste pela Jessica Lange.
   - Que loirinha, que nada! Sensual é o gorilão. Ou não notaste que ele tem os peitos da Rachel Welch?!...

(Juarez Fonseca, in “O humor de Mario Quintana”, pg.: 81.)


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A SECO

Vamos encarar os fatos
A verdade nua e dura:
Estou e sou sozinho.
Isso é razão ou pura loucura?
Não é ruim nem bom
Mas de onde vêm
esses ruídos
esse descompasso,
essa sensação?
Essa coisa em que
não mando,
Será o coração reclamando?

(Ulisses Tavares, in “Diário de Uma Paixão”.)